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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Enfim (não encontro um título melhor)


Encontrei esta imagem em facebook alheio e tenho a dizer que não poderia concordar... menos. É claro que há alturas da vida, principalmente quando se terminam relações fortes, em que uma pessoa não se quer comprometer nem dar satisfações a ninguém, bem como não deve correr atrás de alguém que não está nem aí. Contudo, a mim parece-me que imagens destas em plena rede social de alguém que não está de coração partido... É treta. E desespero.
Aliás, nós não nos comprometemos nem damos satisfações apenas à pessoa com quem estamos numa relação amorosa. O compromisso, as justificações, o ter que correr atrás de vez em quando, etc. fazem parte de todo o tipo de relação saudável que se possa ter. Quando digo relação, refiro-me a pessoal (família, amigos, ...) ou profissional.
Eu até posso publicar muita porcaria por esta Internet fora, que publico. Umas ridículas, outras com que ninguém concorda... Este post pode ser uma dessas coisas. Mas esta imagem chateou-me.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Estava a divagar no facebook ou Sedução

Estava eu a divagar no facebook (sim, devia estudar a estudar) quando vejo uma publicação da revista Happy. Diz o seguinte:

Complete: A melhor maneira de me seduzirem é… 

Isto fez-me concluir que a melhor maneira de me seduzirem é, de facto... não me tentarem seduzir. Gosto de conhecer pessoas interessantes, sem segundas intenções. Não gosto de engates fáceis, nem nunca hei-de gostar. Deus me livre e guarde!
É claro que posso achar piada a uma pessoa. Provavelmente, foi isso que aconteceu com o L., achei-lhe piada. Mas comecei a falar com ele sem ideias de sedução... Com o tempo, foi o seu verdadeiro conteúdo que me atraiu.

domingo, 27 de outubro de 2013

Hoje é assim


Ando atolada em trabalho. Quase que não tenho tempo para respirar e muito menos para vir a casa. Ainda assim, hoje tirei o dia para a minha família. Não pude vir cá nos meus anos, por isso hoje fui almoçar com os meus tios do lado do meu pai, e esta noite irei jantar aqui por casa com os meus tios e primos do lado da minha mãe. Assim, só vou para Lisboa amanhã cedinho...
Isto anda complicado... Mas se eu não fizesse isto hoje, já não faria mais. Perdi e ainda vou perder algumas horas de trabalho e isso faz com que desespere mais. Só que eles são a minha família, apoiam-me em tudo o que podem, e eu às vezes sinto que não dou nada em troca. Não à minha mãe, que faço tudo por ela (mesmo que nem sempre pareça), mas ao resto das pessoas... E a faculdade vai sempre lá estar, eles não.

sábado, 26 de outubro de 2013

Isto sim, é o Triângulo das Bermudas

Coco Rocha

Situação 1: Uma grande grande amiga, que é só uma das melhores pessoas do mundo, apresenta a melhor amiga ao rapaz de quem gosta há mais dum ano e a coisa desenvolve-se entre os dois.

Situação 2: Um grande grande amigo, de quem eu gosto tanto, parece-me feliz com o desenvolvimento com uma rapariga que conheceu.

Eu: estou triste com a situação 1 e feliz com a situação 2. E claro que dizem respeito exactamente à mesma história...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Não queria ser má, mas...


Neste momento, a única coisa em que consigo pensar é:
- Querida [ironia], se arranjasses homem, éramos ambas tão mais felizes.

sábado, 19 de outubro de 2013

Os 20. Ou talvez os 18+2.


Parabéns para mim. Mais um 19 de Outubro no calendário. O meu vigésimo 19 de Outubro. Tive direito a uma meia-noite com algumas das pessoas que são mais importantes para mim (e bolo de chocolate da Santini e velas!!) e a um dia com a melhor mãe do mundo. Almocei pizza com uma das minhas vistas favoritas sobre Lisboa e andei a passear por jardins, apesar da chuva. Foi um dia agradável... Tenho pena de não ter ido a Belém comer o meu pastelinho (talvez amanhã). Queria que o L. tivesse estado comigo mais tempo, mas sei que não dava... Eu sei que é suposto ser um dia feliz, ser o meu dia. E é, em parte. Tem que o ser. Contudo, vai haver sempre (sempre, mesmo) uma parte de mim que chora por dentro assim que deixa de ser dia 18. Eu tento conter-me, juro que tento. Não quero dar parte de fraca... Mas, se estiver mais sensível, não consigo conter. Parecendo que não, consigo recordar-me dos antigos dias dos meus anos em que, apesar de "só" uma coisa mudar, tudo era diferente. Não querendo dar numa de Álvaro de Campos, porque isto agora só me fez lembrar o seu "Aniversário"... Não quero preocupar as pessoas à minha volta com isto. Não quero que pensem que estou mal. Não estou... O sentimento de hoje é o mesmo de todos os dias. A diferença é que hoje há mil recordações a invadirem-me e a deixarem-me com um sentimento de perda indescritível... Por outro lado, ele está sempre presente. Ainda hoje falei de jantares que tive com ele no meu dia de anos. E senti que estivemos muito pertinho no Jardim Botânico, quando me lembrei dos ensinamentos que me deu há muitos muitos anos atrás (ok, há menos de 20). Quanto aos 20... Pois. Sinto-me velha. Isto passa demasiado depressa... Ainda ontem fiz 18 e agora já estou no 20. Independentemente disso, só espero poder aproveitá-los da melhor maneira, com saúde e com as minhas pessoas preferidas.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

I miss it... I miss you


Há amizades que marcam. Independentemente de como surgem ou do tempo que duram, são especiais à sua maneira. Por um grande rol de acontecimentos, tendem a desvanecer-se, aos poucos... Tenho dado por mim com saudades dum grande amigo meu. Das partilhas ao telefone, horas sem fim. Dos sorrisos. Do facto de sentir que íamos estar sempre lá. Porque era assim que fazia sentido. De nos apoiarmos em tudo. Sei lá... Da nossa amizade. Dele e daquela maneira de ser. E de mim também, talvez...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Egoísta, e muito, talvez

Logan Lerman em The Perks of Being a Wallflower

Ultimamente, tenho querido ser egoísta. Apetece-me ignorar os pedidos de socorro que vêm de toda a parte. Só quero fingir que não vi que me telefonaram, ou que me mandaram mensagens... Não quero que falem comigo sobre os seus problemas. Quero dizer... Não é com todas as pessoas, mas com uma grande parte. Se a verdade é que não faço isto, e continuo igual para quem sente que precisa de mim, sinto-me egoísta na mesma só por pensar nisso. À medida que o tempo passa, como acabo sempre por não ignorar (felizmente), isto tem vindo a acumular e cada vez mais me apetece mandar toda a gente dar uma volta. Só que, sei lá... Isso não faz parte da pessoa que sou. A i. "normal" sente-se realizada por poder ajudar e não pede nada em troca. A i. dos últimos dias só quer que não lhe digam nada... Não quer que lhe perguntem se está tudo bem, porque não, não está, mas também não quer falar sobre isso, por isso tem que mentir quanto a esse ponto, como sempre: sim, está tudo bem. E não quer falar sobre coisas profundas, porque isso exige muito esforço mental para não se descontrolar. Sinceramente, gostava que não falassem comigo só quando precisam de mim. Acho que estou farta de problemas... O ideal era poder fugir de tudo. Precisava duma reviravolta em muitas coisas. Sei que continuo a mesma de sempre, aos olhos dos outros... Mas, cá dentro, está tudo um caos. Quando me encontro sozinha, sem dar conta, as lágrimas começam a escorrer e o difícil é pará-las. Estou farta de acumular, mas não sei ser doutra maneira. Se eu soubesse como resolver as coisas, eu faria-o. O problema é que não sei... Nem sei o que está a custar tanto. Sei que não quero querer ser egoísta... Isso não faz parte de mim.

sábado, 30 de março de 2013

Dos desgostos de amor e de como se aprende com eles


Dizem que o primeiro amor nunca se esquece, que é o mais especial, e toda uma série de clichés que eu dispenso. Sinceramente, acho que o que nunca se esquece é o primeiro (e os outros, idem) desgosto a sério. I mean... Claro que se segue em frente, custe o que custar, dure o tempo que durar. Deixa de doer da mesma forma. Não se pensa nele durante muito tempo. As músicas deprimentes e com histórias dramáticas já não foram feitas a pensar em nós e no nosso drama pessoal. Se uma mulher aprende muito com o primeiro amor, aprende ainda mais com o primeiro desgosto e com a sua recuperação. Torna-se mais independente... Resistente a idiotas. O importante, em algumas relações, é que o amor seja infinito em qualidade, não em quantidade de tempo. No entanto, o raio das mágoas e dos desgostos deixam marcas que, se não forem bem limadas, podem interferir em relações futuras. Claro que cabe a cada pessoa ter cabecinha para seguir em frente, e cada caso é um caso. Se alguém nos magoou duma certa forma antes, não significa que outro alguém nos vá magoar assim outra vez. Consigo perceber aquelas que ficam a pensar que se vai repetir tudo e que não conseguem confiar da mesma forma... Se bem que, na cabecinha delas, não creio que esteja tudo resolvido. O que quero dizer é que quando se deparam outra vez com "amo-te", "não sei viver sem ti", and so on, a atitude correcta não é a de fugir a sete pés ou de ficar mal, só porque outra pessoa já disse isso e afinal não era bem assim... O que há a reter, dos desgostos de amor, é que até os "para sempre" proferidos podem ser finitos, mas isso não significa que não foram verdadeiros. Confiar em si mesmo é importante, para que, nos momentos em que estamos mal e parece que tudo vai desabar, continuemos a confiar na pessoa que está connosco e que nós sabemos que nos ama (e que nós amamos, claro).
(depois de reler isto, sinto que não disse nada do que queria dizer, mas ok)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Sabor agridoce


Agridoce. A palavra que melhor encontro para descrever esta música é essa mesmo - agridoce. Por um lado, é alegre e tem boa onda. E dá-me vontade de rir, porque me traz à memória bons momentos de dança que, apesar de disparatados, me enchem o coração. No entanto, o significado que mais me vem à cabeça é o de um amor escondido e, quem sabe, partilhado. "até nem fica mal, aos olhos de quem não vê, uma troca de passos fatal, se alguém nos visse a dançar". E isso é triste. Ainda assim, pensamento puxa pensamento, e lembrei-me dos "nossos" primeiros tempos. Porque, ao fim ao cabo, "só falta estenderes a mão a quem dança até com o coração". Antes de passar a algo mais do que amizade. Digam o que disserem, eu acho que essa época é maravilhosa em todos os casais (tal como grande parte da relação, sim). A troca de olhares cheios de significado, mas que se procuram esconder. As palavras queridas, com o receio de se estar a ser excessivo. O coração aos pulos ao mínimo contacto visual lá ao longe. É verdade que isto ainda nos acontece, mas, não sei se é porque é uma fase finita, creio que tem um encanto que é impossível esquecer. Já foi há mais dum ano, mas ainda me lembro de quase todas as vezes que o vi, nem que fosse ao longe, da desilusão do adiamento do segundo encontro... E dos nervos do primeiro. E da vez que o vi antes das férias do Natal, só com a pasta do computador na mão. E de tudo e tudo. Ai, nostalgia...